Dos limites, territórios, toxidades e dos potenciais

(...) 'não importa o que o mundo e as pessoas fizeram comigo; importa é o que eu faço com o que o mundop e as pessoas fizeram comigo' (...) Jan Paul Sartre

Mauro Cesar Telesphoros Stiegler - Psicólogo Clínico - CRP 12/17668

Na visão (científica) da neuropsicologia, o ser humano se movimenta em duas realidades psicológicas, sendo elas a realidade dos pensamentos e a realidade dos sentimentos. 

Numa perspectiva performática, seja no terreno da vida pessoal, relacional ou ainda profissional, a grande maioria de nós apenas pensa e sente, mas sabe muito pouco ou quase nada sobre a qualidade dos seus pensamentos, da mesma forma dos seus sentimentos, ou seja, somos muito mais conduzidos por nossos pensamentos e sentimentos do que neles exercemos gerência.

Implica dessa forma, que desconhecendo o que realmente pensamos e sentimos, passamos a existência desrespeitando nossos próprios limites, assim como não sabemos estabelecer os limites que o outro pode ou não avançar em direção aos nossos direitos de individualidade.

Da mesma forma em relação ao território que nos movimentamos (ambientes, empresas, grupos sociais, religiosos) temos muitas vezes uma visão distorcida ou nublada sobre se realmente aquele espaço nos pertence, nos faz bem e se estamos de fato exercendo nossa capacidade de "exploração territorial" de acordo com nossos potenciais e possibilidades. Tudo isso, por um desconhecimento em relação profunda da qualidade de nossos pensamentos e sentimentos.

Por último, e esse um estágio já mais avançado, podemos estar intoxicados por esta realidade desconhecida, ou seja, podemos estar nos lugares, nas horas e com as pessoas erradas e não nos darmos conta desta toxidade presente e talvez bastante enraizada já em nossa vida.

A neuropsicologia propõem o movimento da metacognição, que seria pensar o próprio pensamento, saber o que estou pensando, em qualidade, repetições, pensamentos distorcidos ou viciados. Junto com isso, propõem a neuropsicologia, que exercitássemos a autorregulação, que é a gerencia dos próprios sentimentos e emoções, caminhando assim para o mapeamento das nossas realidades interiores e analisarmos se nossos movimentos de vida estão de acordo com nossas reais vontades, com nossa essência, com nossa singularidade.

O autoconhecimento como se vê, é tarefa de vida inteira, exige dedicação e coragem, e sobre tudo paciência, pois é uma obra de arte que se insculpe no invisível, sem aplausos e com quase nenhum reconhecimento, mas a satisfação e plenitude experimentadas pelo artista que se consagrar em tal ofício constitui um caminho positivamente sem volta.

Quais seus limites?

Que território é esse que você esta pisando?

Qual o possível grau de toxidade que já está interposto em sua vida?

Mesmo descobrindo que seus formatos de vida são tóxicos e de pouca potência, se faz importante perceber a infinita capacidade que temos de recomeçar sempre e, se quisermos de uma forma melhorada, mais madura, mais assertiva.

Reinicie, reinvente-se, inove e arrisque; a vida não é só até ali na esquina ou no único barzinho que conhecemos; a vida é mais, o mundo é vasto; maior ainda é você, ser humano que talvez pouco se conhece e pode muito.



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