Das influências e o fruto do nosso ventre.

Mauro Cesar Telesphoros Stiegler - Psicólogo Clínico - CRP 12/17668

Há quem pelos caminhos existenciais se inspire nas estrelas, tanto nas celestes como nas hollyoodianas. Há também os que se miram em músicos, políticos ou naquelas referências que condizem com suas aspirações profissionais ou pessoais. 

Conforme o primor ou a alta performance que vultos ou ícones de variados setores da cultura humana colocam em suas obras, engariam admiradores, seguidores ou críticos ácidos. Passam literalmente a influenciar pessoas, grupos e até gerações. 

Saudável até certo ponto, as influências cuidaram de quase perpetuar registros de feitos e obras que deram conta de mudar épocas, de mudar a direção do mundo.

Exemplos? Sigmund Freud = Psicanálise, São Francisco de Assis= Amor aos animais. Adolf Hitler=Eugenia e racismo Al Capone= Crime organizado. Irmã Dulce= Caridade; essa lista se estenderia por demais.

Importa sobretudo refletir que estamos constantemente parindo; parindo ideias, preconceitos, comportamentos e atitudes; desta forma naturalmente também influenciando.

O mundo real esgotou sua paciência com hábitos hipócritas, com saias compridas que tentam expor fé e castidade. O mundo está irritado com os falsos moralistas que têm em seus repertórios uma "lição de moral" para tudo e para todos. O mundo já não cai mais no discurso mesquinho de quem se vangloria por não colocar na boca nem uma gota de álcool mas na intimidade do lar é um tirano. O mundo saturou-se das pregações e grita por ações.

O maior exemplo digno de ser seguido pode ser o José ali do lado, que paga suas contas e dispõem de um tempo para estender a mão ao próximo. Pode ser a dona Maria que coloca amor na hora de cozinhar o feijão para os seus diariamente. Anônimos, mas talvez saudáveis em várias instâncias existenciais.

Assisti a um documentário sobre as memórias do nazismo, os entrevistados eram antigos soldados alemães, alistados alguns com apenas 10 anos, bem a moda do estado islâmico e afins. Todos contaram de como ficaram espantados quando perceberam que foram ludibriados por um louco e fanfarrão que destruiu milhões de vidas inocentes e o próprio país e seu povo.

 Mas há quem ainda preste reverência ao Führer,ao condutor, mesmo sem saber as idéias genuínas do príncipe negro moderno.

Nos remete pensar sobre por quem somos influenciados e de que forma influenciamos. O que se passa nos bastidores da nossa alma quando acatamos ou disseminamos ideias ou "notícias".

Continuamos assim parindo, ideias, comportamentos e atitudes, e adotando as vezes inconscientemente os frutos paridos de outrem.

Bendito seja ou maldito seja o fruto do nosso ventre?



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