Conhecimento e Tolerância

Mauro Cesar Telesphoros Stiegler - Psicólogo Clínico - CRP 12/17668

Contamos com um espaço para opiniões e críticas ou ainda elogios e manifestações apaixonadas como talvez jamais tiveramos sonhado outrora. Também é verdade o acesso rápido e fácil que dispomos para navegar em fontes de grandes e clássicos autores ou gênios da humanidade, isso no âmbito dos mais variados setores do conhecimento humano, seja ele conectado à filosofia, à ciência, às artes, etc...

  É, as redes sociais nos proporcionaram esse espaço...

 Salvo exceções honrosas, se faz uso tímido ainda desse rincão a ser explorado.

Sobressalta-se assim, por parte dos navegadores e consequentemente "analistas" e até "críticos", a superficialidade de conhecimento sobre os temas comentados, o que faz que a maioria encontre pouca ou nenhuma reserva em sua estrutura psicológica no que tange à tolerância.

  Conhecimento (do latim cognoscere, "ato de conhecer"), como a própria origem da palavra indica, é o ato ou efeito de conhecer. A partir disso, posso me perguntar: conheço de fato o que critico, o que odeio ou que sou apaixonado?

 Já a tolerância vem do latim tolerare (sustentar, suportar), é um termo que define o grau de aceitação diante de um elemento contrário a uma regra, moral ou civil.

 Do ponto de vista da sociedade, a tolerância é a capacidade de uma pessoa ou grupo social de aceitar outra pessoa ou grupo social, que tem uma atitude diferente das que são a norma no seu próprio grupo. Assim, a partir da tolerância, é garantida a aceitação de diferenças sociais e a discordância. . Tolerar algo ou alguém é permitir que algo prossiga, mesmo que a pessoa não concorde com tal valor, pois é dado o respeito de discordar.

  Sendo assim, também me pergunto: sou tolerante?

  Nos questionar e mensurar o nosso conhecimento, pelo menos sobre o que opinamos e tentar medir sinceramente nossa tolerância em detrimento de opiniões e ideias contrárias à nossa perspectiva é ensaio obrigatório para podermos diminuir espaços de ódio e agressões gratuitas e que beiram a insanidade.

 Humberto Eco, célebre autor do clássico O Nome da rosa, afirmou que a internet teria dado voz aos imbecis ou idiotas...

 Infelizmente enquanto não nos dispusermos ao aprofundamento nas questões que opinamos, continuaremos intolerantes com os outros e infinitamente tolerantes com nós mesmos e nossa superficialidade, consequentemente nos tornando cada vez mais co-autores de espaços recheados de ódios, agressões e ignorância.

Construir conhecimento gera tolerância, o contrário é igualmente verdadeiro.




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