Vivos 19

Naira Naima Buchmann

Prof. Dr. José Kormann

Foi quando, em Rio Negrinho, os ônibus ainda paravam na frente do Salão Paroquial Padre Dehon, na Rua Luiz Scholz, que, embarcados e prontos para viajar, vimos uma linda mocinha toda amável e sorridente conversando com vários membros de um grupinho juvenil.

Alguém no lotação comentou: Gosto tanto de ver esta linda mocinha; ela sempre é tão alegre e sorridente. Mais tripulantes comentaram: é uma professora que veio de Mafra para lecionar aqui em Rio Negrinho. Ainda mais gente do coletivo falou: ela está conversando com jovens; é que agora, em Rio Negrinho, fundaram um grupo de jovens e parece que a coisa vai mudar por aí. Tomara que sim. Mas o veículo arrancou...

Realmente era a Prof.ª Naira Naima Buchmann que de Mafra veio a Rio Negrinho e de pronto muito amou esta linda cidadezinha, pois para uma bela melodia tocada em seu violão, ela compôs maravilhosa letra. Vamos a um excertozinho desta beleza:


"Rio Negrinho, Rio Negrinho,

E uma cidade pequenina,

Sempre alegre e prazenteira.

Tem um parque lá no alto da colina,

E lá tem quem me queira." (e vai além)


Esse "quem me queira" também foi encontrado e até hoje ela o mantem bem guardado no cofre sagrado do seu coração. Ele é o Vitor (vitória ou vencedor) que a mantem no cadeado do amor em segurança a sete chaves.

Subimos ao "alto da colina" lá chegamos ao "parque" tão bem decantado: a Escola Marta Tavares. Numa das salas de aula estava a Dona Naira com seus pequenos ministrando uma aula de Educação Religiosa. Foi a maravilha das maravilhas. Paramos, talvez até mal educadamente, do lado de fora para ouvir a explicação e a educação dos alunos ao participarem. Depois soubemos que todas suas aulas eram assim: disciplina, alegria, educação.

Depois ela foi nomeada Supervisora Local de Ensino. Foi outra perfeição em alto grau: visitas, orientações, elogios, etc.

Mas talvez o grau máximo de um extremo educacional foi quando ela reuniu uma equipe de professores para fazerem um curso superior de Pedagogia semipresencial. Era o que ainda não existia e nem se pensava em existir. Final de quatro anos de curso, órgãos superiores, que muitas vezes estão lá mais para atrapalhar do que para ajudar, resolveram anular o curso. Correrias à Capital, agenciamentos... E, vitória final!

Ela agiu. E você?



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