Vivos - 18

Orita Fernandes do Amaral

Prof. Dr. José Kormann

Sempre foi grande lutadora. A primeira vereadora de Rio Negrinho. Grande defensora e protetora de sua família. Amava com profundo amor sua escola Marta Tavares. Corajosa em alto grau, pois em pleno auge do Governo Militar entrou - ela e o marido Lotar, então diretor da escola - na única oposição oficial que então havia no Brasil, o MDB: Movimento Democrático Brasileiro, e entrou a valer, inclusive se candidatando a vereadora e se elegendo.

Certo dia numa reunião de professores, Dona Orita e seu esposo estavam ausentes, uma das líderes da reunião comentou sobre a pessoa maravilhosa que era essa Dona Orita e acrescentou: pena que ela está tão envolvida na política. Depois ainda falou: são como que duas pessoas diferentes: a educadora e a política e até a sua voz muda quando ela é uma e quando é outra. É que a Dona Orita realmente era, bem mais que seu marido, uma verdadeira manda brasa como então se dizia de seu partido. Que falem as ditas e tão célebres gincanas da fervente Rio Negrinho de outrora. A Orita então virava realmente uma brasa pela equipe de sua Escola Marta Tavares.

Como já comentamos, sempre foi grande lutadora por seus ideais. Seu partido para ela era então o único certo. De certa feita lhe perguntaram sobre determinada pessoa e ela de, sempre pronta, respondeu: Boa pessoa, mas seu grande erro é não estar no MDB. Mas, alhos e bugalhos de lado, sabia ser profundamente caridosa independentemente de qualquer outra coisa.

Uma pessoa que trabalhava na escola por ela liderada ficou muito tempo sem receber seu salário por erros burocráticos e administrativos estaduais. Pessoa casada com familiares a sustentar, contudo sem quaisquer outros elos que a vinculassem com ela, mas a Orita movimentou-se com a Associação de Pais e Professores da escola e lhe conseguiu respeitável ajuda. Assim sempre: caridosa, bondosa, amiga e firmíssima por seu partido político. Do qual não abria mão, nem por ameaças de perder seu emprego estadual.

É ela um belo exemplo de lutadora, de pessoa que sabe dedicar-se a uma causa na qual acredita firmemente. Lutou por seu marido, por seus filhos, por sua escola e por seu partido político. Jamais desistiu e hoje velhinha, aposentada, mas não parada a encontramos recentemente em visita a doentes.

E você leitor(a)?



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