VIVOS

Prof. Dr. José Kormann

MARÍLIA KRÜGER BERKENBROCK

Talvez o estouro de uma bomba na vida social de Rio Negrinho não teria feito um rebuliço como este: o Professor Pedrinho está de namoro com uma moça de São Bento. Era um comentário geral. Vários nos perguntavam se conhecíamos a tal da Marília com a qual o Diretor do Colégio namorava. Até na pensão onde parávamos as visitas aumentaram. Queriam saber quem era ela, como era ela, o que fazia ela, se era rica ou pobre e outras tantas coisas. Mas tudo nos era totalmente desconhecido. Nada sabíamos dela. O jeito era esperar. Ver e ouvir os acontecimentos futuros.

Rio Negrinho então ainda era uma cidade pequena; em torno de onze mil habitantes. Mas quanto menor é o povoado, maior se torna a fofoca e também muito mais "saborosa". E assim o tempo se foi na expectativa de algo novo.

Lá, certo dia, apareceu o Professor Pedro, Diretor do Colégio Cenecista São José, entrou na sala dos professores, cumprimentou a todos apertando a mão de cada um de maneira que vissem sua aliança na mão direita: da forma mais simples e silenciosa havia noivado. Quase ninguém ainda conhecia sua misteriosa noiva que tantos queriam ver.

E mais tempos depois casaram em São Bento, também - pelo que nos consta - muito familiarmente. Muito simplesmente fixaram-se Rio Negrinho. Professora começou a lecionar no Colégio São José e na Escola Técnica de Comércio Rio Negrinho no Curso de Contabilidade, nos dois, a disciplina Português.

Finalmente todos puderam conhecer a humilde, bondosa, simpática e amiga Marília Krüger Berkenbrock. Tornou-se rionegrinhense de corpo e alma, esposa admirável do Professor Pedrinho e estremada mãe de seus três filhos: uma filha e dois filhos. Sempre dedicada e esforçada professora e depois também muito eficiente nos serviços burocráticos do Colégio.

Como no soneto - edição anterior deste jornal - já comentamos, Marília é uma heroína que muito sofreu, tudo venceu e assim cresceu, nunca parou e hoje, já aposentada, continua trabalhando, gratuitamente, sendo luz a tanta gente que se encontra em situação difícil.

Quando ainda pré-escolar num passeio de crianças de São Bento a Rio Negrinho, o ônibus rolou numa ribanceira. Houve morte, muitos ferimentos, inclusive ela gravemente ferida com risco de perder a vida. Tudo nela é luta, vida e bondade.

Ela vence, venceu e faz vencer. E você leitor?




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