Maria, modelo de mulher

Esta semana passamos por mais um 8 de março, Dia Internacional da Mulher, e neste sentido queremos expor na coluna da semana: como ser como Maria nos tempos de hoje?

Jaqueline Costa / Lívia Miranda / Fiama Valenga / Rosamaria Hahn
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Sabemos que a história das mulheres sempre foi rodeada por luta, pressão, garra, coragem e força, independente da época em que se encontraram. Mas hoje, especificamente, as mulheres do século XXI acabam se perdendo e se confrontando em como ser um bom modelo para a humanidade. Para nós, católicos, e àqueles que acreditam em Nossa Senhora podemos dizer que não há modelo melhor no mundo do que Maria, a mãe de Jesus, para seguir.

Maria com seu sim contribuiu para a salvação da humanidade, da culpa eterna e diante dos acontecimentos que acompanharam seu filho desde seu nascimento até sua morte (e morte de Cruz), jamais vacilou ou deixou de acreditar na grandiosidade dos planos de Deus como cita Lucas 1, 38: ‘ Respondeu Maria: "Sou serva do Senhor; que aconteça comigo conforme a tua palavra". Então o anjo a deixou.’ e em João 19, 25: “E junto à cruz de Jesus estava sua mãe, e a irmã de sua mãe, Maria mulher de Cléopas, e Maria Madalena”.

Maria também foi e é exemplo de paciência: “Maria, porém, guardava todas essas coisas e sobre elas refletia em seu coração.” (Lc 2, 19). O seu silêncio era a coragem de se deixar ferir para não ferir o próximo e escolher o coração como um berço de sabedoria que o tempo recebe, tranquiliza e responde.  Guardar no coração significa reconhecer que somos pequenos e incapazes de resolver qualquer circunstância por si só sem o auxílio divino.

“E, faltando vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Não têm vinho. Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora. Sua mãe disse aos serventes: Fazei tudo quanto ele vos disser.” (Jo 2, 3-5). Coração de mãe se alegra quando o filho é reconhecido. Se Maria intercede junto à Jesus para que o vinho não acabe o que não faria então Maria junto à Deus por nós? Maria é modelo de intercessão, de saber a hora certa das decisões, de guiar o outro, de humildade.

Mulher forte não é mulher que luta por direitos da boca para fora sem ao menos conhecer ou reconhecer que seu grito fere uma vida dentro de si ou até mesmo uma geração de vidas. Mulher forte é aquele que age como Maria, que aproxima a humanidade de Deus. Que diz “sim” que salvam seja para acolher uma vida em seu ventre, um sem teto em sua casa ou uma família que em meio a tanto conflitos encontra na mulher um refúgio. Mulher forte é mulher que tem paciência, espera e confia nos planos de Deus. Mulher forte é mulher que intercede por seus filhos, esposos e amigos. Que intercede à Deus por justiça e por paz.

Dizia nosso Santo Papa João Paulo II, em sua carta às Mulheres:

“O obrigado ao Senhor pelo seu desígnio sobre a vocação e a missão da mulher no mundo, torna-se também um concreto e direto obrigado às mulheres, a cada mulher, por aquilo que ela representa na vida da humanidade.

Obrigado a ti, mulher-mãe, que te fazes ventre do ser humano na alegria e no sofrimento de uma experiência única, que te torna o sorriso de Deus pela criatura que é dada à luz, que te faz guia dos seus primeiros passos, amparo do seu crescimento, ponto de referência por todo o caminho da vida.

Obrigado a ti, mulher-esposa, que unes irrevogavelmente o teu destino ao de um homem, numa relação de recíproco dom, ao serviço da comunhão e da vida.

Obrigado a ti, mulher-filha e mulher-irmã, que levas ao núcleo familiar, e depois à inteira vida social, as riquezas da tua sensibilidade, da tua intuição, da tua generosidade e da tua constância.

Obrigado a ti, mulher-trabalhadora, empenhada em todos os âmbitos da vida social, econômica, cultural, artística, política, pela contribuição indispensável que dás à elaboração de uma cultura capaz de conjugar razão e sentimento, a uma concepção da vida sempre aberta ao sentido do « mistério », à edificação de estruturas econômicas e políticas mais ricas de humanidade.

Obrigado a ti, mulher-consagrada, que, a exemplo da maior de todas as mulheres, a Mãe de Cristo, Verbo Encarnado, te abres com docilidade e fidelidade ao amor de Deus, ajudando a Igreja e a humanidade inteira a viver para com Deus uma resposta « esponsal », que exprime maravilhosamente a comunhão que Ele quer estabelecer com a sua criatura.

Obrigado a ti, mulher, pelo simples fato de seres mulher! Com a percepção que é própria da tua feminilidade, enriqueces a compreensão do mundo e contribuis para a verdade plena das relações humanas.”*

A todas as mulheres, um Feliz Dia Internacional da Mulher!

* Citado em CARTA DO PAPA JOÃO PAULO II ÀS MULHERES vistas a proximidade da IV Conferência Mundial sobre a Mulher, Pequim (setembro/1995).



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