Ir contra corrente

Em meio aos jovens a castidade no tempo do namoro é um assunto muito evitado.

Jaqueline Costa / Lívia Miranda / Fiama Valenga / Rosamaria Hahn

Este assunto é muitas vezes “escondido debaixo do tapete”, pois muitos querem acreditar que a castidade não é importante para justificar seu modo de viver, para alimentar seus desejos.

O namoro é tempo em que o casal se conhece e descobre juntos se estão preparados e dispostos a viver uma vida em união. Este "conhecer-se" diz respeito a muitas dimensões - e não apenas a chamada "química". O conhecer-se no sexo, neste momento não pode ser uma prioridade.: isso nos leva a fazer do outro objeto dos nossos desejos, o sexo pode ter outras características nocivas, como ser válvula de escape para problemas, perdendo, assim, suas funções mais importantes. Será mesmo que satisfazer o desejo carnal é tão necessário assim?

O sexo, no plano de Deus, tem dois sentidos: unitivo e procriativo. E no namoro, homem e mulher ainda não são um só, só serão com o sacramento do matrimônio, tampouco desejam gerar uma vida.

Mas por que a Santa Igreja diz que devemos ser castos? Afinal, o que significa ser casto?

Segundo o Catecismo da Igreja Católica “a castidade significa a integração correta da sexualidade na pessoa”. Ou seja, todos nós somos chamados a viver a castidade, conforme a nossa vocação, os esposos vivem um tipo de virtude da castidade, os padres e religiosos outro, conforme São Ambrósio nos ensina, e ainda, “nós não louvamos uma delas excluindo as outras”, todas são belas.

Nós temos desejos, isto é natural do ser humano, porém o mundo nos diz que devemos segui-los, nos satisfazer, que isto é ser livre. E estes desejos muitas vezes aprisionam as pessoas, de modo que elas não conseguem mais viver sem o prazer sexual e momentâneo. Será mesmo que isto é ser livre? A liberdade é o domínio total de si, é quando eu consigo dominar os meus instintos. “A alternativa é clara ou o homem comanda suas paixões e obtém a paz, ou se deixa subjugar por elas e se torna infeliz” (CIC 2339).

Muitas pessoas nos falam que a castidade é algo ultrapassado, mas é justamente o contrário. As pessoas mais do que nunca precisam viver a castidade, pois vivemos em um tempo em que a sexualidade é banalizada, somos bombardeados por imagens, músicas, filmes que nos fazem consumir pornografia, nos fazem acreditar que temos que seguir nossos instintos carnais. Se nós não formos vigilantes seremos “engolidos” por esse pensamento e viveremos como o mundo quer.

São João Paulo II nos disse que “as relações sexuais antes do matrimônio dificultam mais do que facilitam a escolha do parceiro certo para a vida (...) A espera e a renúncia facilitar-vos-ão mais tarde o respeito afetuoso pelo parceiro”. O namoro é olhar para o outro como alguém que ainda não é teu, esta pessoa não te pertence. Mas ter o desejo de conhecê-la na sua forma mais pura e de maneira livre. Viver a castidade, em qualquer vocação que seja, é viver o amor, voltar os nossos olhos apenas para o amor.

O Papa Francisco, no encontro com os voluntários da JMJ 2016, nos encoraja a sermos jovens que agem de forma diferente: “Na cultura do provisório, do relativo, muitos pregam que o importante é “curtir” o momento, que não vale a pena comprometer-se por toda a vida, fazer escolhas definitivas, “para sempre”, uma vez que não se sabe o que reserva o amanhã. Em vista disso eu peço que vocês sejam revolucionários, eu peço que vocês vão contra a corrente; sim, nisto peço que se rebelem: que se rebelem contra esta cultura do provisório que, no fundo, crê que vocês não são capazes de assumir responsabilidades, que não são capazes de amar de verdade. Eu tenho confiança em vocês, jovens, e rezo por vocês. Tenham a coragem de “ir contra a corrente”. E também tenham a coragem de ser felizes!”



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