Ainda sobre o caso de Charlie Gard

Na última semana expomos aqui o triste relato do pequeno Charlie Gard

Jaqueline Costa / Lívia Miranda / Fiama Valenga / Rosamaria Hahn
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Uma criança de 10 meses que foi sentenciada a morte - ou seria submetida à eutanásia, palavra “bonita” para mascarar um assassinato. Os aparelhos que mantêm Charlie vivo seriam desligados na sexta-feira, dia 30/06, porém neste mesmo dia os médicos deixaram que os pais ficassem por mais tempo com ele.

Não saberemos como estará a situação do pequeno até o momento que você leia esta coluna, porém queremos ainda expôr pontos que achamos importantes neste caso.

A primeira questão é a subvalorização da vida nos dias de hoje. Muito se fala em aborto e eutanásia, os grupos que apoiam estas práticas defendem-as como uma solução única e moral. É como se nos dissessem “você pode viver, você é saudável e forte”, porém para os desfavorecidos eles dizem “é melhor que você morra, para que lutar pela sua vida? Para quê sofrer tanto?”.

Em países da Europa já não nascem pessoas com síndrome de Down, ou ainda, é proibido veicular propagandas com pessoas Down, pois pais que abortaram seus filhos com essa condição ficariam arrasados ao assistir. Ora, isto não é desvalorizar a vida? Esta ideia está se expandindo, de modo que se não nos mantivermos a retidão, uma hora seremos influenciados por esta forma fria de pensar.

A segunda questão que queremos colocar sobre o caso de Charlie é completamente diferente da primeira, mas assim como a primeira nos diz muito em relação a nossa vida cristã. Assim que souberam sobre a situação grupos cristãos do mundo inteiro se uniram para orar pela vida do menino. Formaram-se grupos de oração, foram programadas missas em favor de sua vida, protestos foram montados na Inglaterra, a comoção se espalhou pelo mundo, no Brasil, Itália, Polônia..

A fé, a esperança e a luta pela vida uniu pessoas a um menino que nunca conheceram e provavelmente nunca conhecerão. Os céticos podem ter pensado que era um ato inútil, mas a resposta às orações não demorou a chegar, os aparelhos não foram desligados no dia 30 de junho. E ainda muitos chefes de estado, como o santo padre, o Papa, e o presidente dos EUA, Trump, ofereceram sua ajuda a família e tratamento para Charlie.

Este triste relato nos mostra que a nossa luta contra os movimentos em favor do aborto e eutanásia tem de ser intensificada, há muitos “Charlies” pelo mundo, em leitos de hospitais, em ventres de mulheres. Essa é uma luta digna que mostra que toda vida vale a pena ser vivida, toda vida é preciosa. Mostra também que a nossa luta não é apenas física ou política, é também espiritual. A oração é eficiente, pois nós temos muitas limitações, mas para Deus não existe barreiras. “Deus manda algumas coisas superiores às nossas forças para que saibamos o que pedir” (Santo Agostinho).

O próprio Cristo nos disse “qualquer coisa que pedirem ser-lhes-á concedida por meu Pai que está nos céus” (Mt 18, 19). Portanto, convidamos a todos que rezem por aqueles que se encontram na mesma situação que Charlie, por suas famílias e que o mundo se sensibilize pelo mais frágil.



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