A ideologia de gênero e a desconstrução da família

Nos últimos anos vimos uma crescente movimentação a favor e contra a ideologia de gênero

Jaqueline Costa / Lívia Miranda / Fiama Valenga / Rosamaria Hahn

Nos últimos anos vimos uma crescente movimentação a favor e contra a ideologia de gênero, caso você não saiba do que eu estou falando a pergunta é: Em que mundo você está vivendo? Falar em ideologia de gênero virou um daqueles temas “cabeludos” e muitas vezes, as pessoas preferem deixar estes assuntos na gaveta e tratar de outros que não tragam à tona a opinião das pessoas. Ultimamente expor a sua opinião ou não concordar com algo se tornou ofensivo, preconceituoso e uma “cultura do convencimento” está crescendo, aonde eu devo a todo custo mudar a sua opinião ou vice-versa. Por isso é importante não engavetar esses assuntos e discutirmos em nossos grupos de jovens, nos retiros e em família. Nós, como católicos, precisamos colocar luz sob esses temas, que ainda permanecem na escuridão, trazer às claras e quanto mais discussões sobre o assunto mais esclarecedor ficará. Também é importante deixar claro que vivemos em uma igreja católica, portanto, trago aqui informações dentro da ótica cristã católica, pois as regras e doutrinas da Igreja não são debatidas, mas seguidas.

O que é ideologia de gênero?

O primeiro conceito sobre ideologia de gênero apareceu com Judith Butler, aonde ela diz em seu livro intitulado Gênero em Disputa (Gender Trouble,1990): Se uma noção estável de gênero não pode mais provar ser a premissa fundacional da política feminista, talvez seja desejável um novo tipo de política feminista para contestar as próprias reificações  de gênero e identidade, uma nova política que fará da construção variável da identidade não apenas um pré-requisito metodológico e normativo, mas também um objetivo político”.

Pode observar que o texto é complexo, uma leitura difícil de ser entendida caso você não tenha certa intimidade com a gramática. O marxismo funciona exatamente assim, eles não querem deixar as coisas bem claras, eles confundem e convencem através de premissas vazias e sem embasamento. O seu discurso sempre será lindo e você será convencido pela beleza das palavras se não souber identificar o sentido do discurso.

Para Judith Butler nós precisamos acabar com a ideia de que existe uma identidade sexual, aqui começa um perigoso processo de “coisificação” da pessoa. Retirando do texto a parte em negrito: “construção variável da identidade”, a identidade do ser humano transforma-se em uma coisa aleatória, amorfa, desconfigurada, livre, indefinida e abstrata.

Também podemos encontrar o termo “Ideologia de gênero” na Conferência Internacional de Pequim em 1995, o conceito foi introduzido, mas a terminologia foi definida apenas em 2007, na Conferência de Yogyakarta que diz: “Identidade de Gênero como estando referida à experiência interna, individual e profundamente sentida que cada pessoa tem relação ao gênero, que pode, ou não, corresponder ao sexo atribuído ao nascimento, incluindo-se aí o sentimento pessoal do corpo (que pode envolver, por livre escolha, modificação da aparência ou função corporal por meios médicos, cirúrgicos e outros) e outras expressões de gênero, inclusive o modo  de vestir-se, o modo  de falar e maneirismos.”

Por esta definição de Yogyakarta, podemos nos basear que o processo da identificação do gênero é uma experiência interna, individual, e profundamente sentida por cada pessoa, ou seja, é algo que não gera coletividade, é algo que pertence a mim e ninguém pode definir a não ser eu mesmo. Muitos movimentos defendem esta ideologia sem dar conta deste detalhe, ninguém pode defini-lo por mim, movimentos que forçam esta ideologia em nossas crianças, principalmente em jovens através de programas de televisão. O mais recente é o programa do Fantástico com o bloco Quem sou eu? Que usam a história da Alice no país das maravilhas e tornam tudo científico daquilo que não passa de uma ideologia.

Neste conceito entende-se que não existe homem ou mulher, portanto, feministas que defendem a ideologia de gênero estão se contradizendo, pois neste pensamento o gênero feminino não existe.

Descontruindo a família

Precisamos entender que a Ideologia de Gênero vai além do homossexualismo, vai além de tudo, é uma destruição da identidade. Não existem mais homens, mulheres, com isso nós podemos identificar a destruição dos papéis familiares, pois não temos mais o pai e a mãe e sem esses papéis não temos mais a família.

Conforme a frase de Simone de Beauvoir: “Uma mulher não nasce mulher, torna-se mulher”, a ideologia de gênero baseia-se no fato de que o homem e a mulher não o são por simples biologia, mas tornam-se a partir do processo de socialização que, na ótica desta teoria, impõem a pessoa a ser homem ou mulher, ou seja, impõe-se o gênero ao sexo e a cultura à biologia.

Em contrapartida o Centro Católico de Bioética, com sede nos Estados Unidos diz: “Identidade sexual não é uma construção social, mas um fato objetivo enraizado na nossa natureza enquanto pessoas, ou do sexo feminino ou do sexo masculino. O fato mais óbvio que temos a nosso respeito é que ou somos homens ou somos mulheres.”. Assim como uma pessoa que tem anorexia, não alimentamos o seu pensamento de que ela está fora do peso, o mesmo fazemos com alguém com o pensamento que é aquilo que sua biologia e sua natureza não são. 

Texto elaborado por André Vaz Schittini



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