Amazônia da geologia ao insight

Dirceu Detroz

O Dia da Amazônia comemorado na data de 5 de setembro, passou praticamente esquecido na mídia nacional. Pelo esquecimento poderíamos culpar o tamanho ideológico que o 7 de setembro alcançou este ano. Seria um engano. Os brasileiros desde os donos do poder chegando ao povo, não têm a exata noção do que significa a Amazônia para o planeta Terra.

No blog "Ciência Fundamental" do jornal A Folha de São Paulo, é possível ler um texto assinado por Pedro Val. Além de geólogo, Val é professor da Universidade Federal de Ouro Preto. O título "Uma conspiração geológica de 3 bilhões de anos", responde à pergunta da manchete: Como "A Terra construiu a Amazônia"?

É a oportunidade para uma aula de geologia. Cronologicamente pelos milhões de anos, Pedro Val narra as mudanças que foram ocorrendo. Escreve o professor: "Em algum momento nos últimos 9 milhões de anos, formou-se a Amazônia como é hoje". Depois explica como sabemos disso sem deixar de citar a hipótese dos 6 e dos 2,5 milhões de anos.

Da geologia para o insight "Amazônia" que é o nono da revista Veja. Este e os anteriores podem ser baixados gratuitamente na página da revista. Com artigos indo desde a biodiversidade até o futuro da preservação, a apresentação do insight termina com uma frase que deveria ser espalhada por todo o pais: "Conhecer a Amazônia é o primeiro passo para protegê-la".

O primeiro artigo do insight "Potência da biodiversidade", assinado por Daniel Hessel Teich diretor especial da Veja, é uma espécie de biografia da Amazônia. Com 5,5 milhões de quilômetros quadrados, a Amazônia possui um terço de todas as espécies vivas do planeta.

Estimativas sugerem que com seus mais de 1000 afluentes, o Rio Amazonas possui quinze vezes mais peixes que em todo o continente europeu. Mais de 300 espécies de árvores podem ser encontradas em apenas um hectare de floresta. O que acontece no Alto Juruá no Acre, seria um bom modelo de preservação no futuro.

Mas que futuro terá a Amazônia, se no presente ela vem sendo devastada e destruída por ações humanas num ritmo sem precedentes? O que planeta demorou 3 bilhões de anos para construir, pode desaparecer em questão de alguns séculos. Não apenas uma floresta. Há extinção em massa de espécies ocorrendo.

As notícias atuais não são boas. Liderado por Luciana Gatti, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), um estudo publicado na revista científica Nature, revela que atualmente a Floresta amazônica já está emitindo mais gás carbônico do absorvendo. Os vilões diretos, as queimadas e o desmatamento. O vilão indireto, a diminuição das chuvas na fotossíntese.



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