Quem foi Tomé de Souza

Tomé de Sousa foi escolhido para ocupar o cargo de primeiro governador geral do Brasil

Celso Carvalho

Tomé de Sousa, militar e político português, fidalgo da Casa Real, em 1547 foi escolhido para ocupar o cargo de primeiro governador geral (1549 a 1553) do Brasil durante o período colonial. 

Biografia

O fidalgo Tomé de Sousa (nome original, Thome de Souza), filho do prior de Rates, João de Sousa e de Mércia Rodrigues de Faria, nasceu na Freguesia Portuguesa de Rates, por volta de 1503. Foi um importante militar e político português que participou como soldado das expedições à África e Índias. Em 1538, casou-se com Dona Maria da Costa e faleceu em Lisboa, em 28 de janeiro de 1579, aos 76 anos.

Governo de Tomé de Sousa: Resumo

As Capitanias Hereditárias representou um sistema implementado pela Coroa Portuguesa com o intuito de povoar as terras brasileiras e protegê-las das invasões estrangeiras. No entanto, o sistema de capitanias fracassou por falta de recursos, abandono, ataques indígenas e outros problemas. Entretanto, duas delas prosperaram, São Vicente e Pernambuco, com a produção açucareira.

Para tanto, em 1548, a Coroa Portuguesa comandado por Dom João III, resolve implementar um sistema paralelo às Capitanias, para consolidar o poder e a administração colonial bem como proporcionar o desenvolvimento econômico da região; esse sistema foi denominado: Governo Geral. Com efeito, a Coroa concedia aos governadores gerais, indicados pelo poder Real, a responsabilidade de cuidar dos assuntos sociais, políticos e econômicos do Brasil.

Tomé de Sousa, escolhido pela Coroa Portuguesa, chegou ao Brasil em 29 de março de 1549 na Vila do Pereira, Bahia. Ele criou o primeiro bispado do Brasil (posto concedido ao bispo dom Pero Fernandes Sardinha) e os cargos de capitão-mor, ouvidor-mor, alcaide-mor e provedor-mor, com intuito de dividir o trabalho administrativo, econômico, jurídico e militar. Durante seu governo, incentivou a produção açucareira, cedeu terras aos colonos e fundou as câmaras municipais. Segundo a carta do Rei:

"Eu, el-rei Dom João III, faço saber a vós, Tomé de Sousa, fidalgo da minha casa, que ordenei mandar fazer nas terras do Brasil uma fortaleza e povoação grande e forte, na Baía de Todos-os-Santos. (...) Tenho por bem enviar-vos por governador das ditas terras do Brasil."

Nesse ínterim, a mando da Coroa Portuguesa, em 1549, fundou a primeira cidade brasileira, considerada a primeira capital do país, Salvador (originalmente denominada Salvador da Bahia de Todos os Santos), com o intuito de centralizar o governo e administrar o país, desde criar engenhos, realizar construções, fomentar a economia local, explorar, proteger a colônia e catequizar os índios. As importantes construções realizadas em seu governo foram: a Casa da Câmara, o Colégio dos Jesuítas e a Igreja Matriz.

Sem espanto, Tomé chegou ao Brasil acompanhado de cerca de 1000 homens (soldados, profissionais, funcionários públicos) e dentre eles alguns jesuítas, do qual se destaca Padre Manuel da Nóbrega, encarregados de catequizar os índios e transformá-los em Cristãos.

No final de seu mandato, em 1553, funda a Vila de Itanhaém e constrói o forte de Bertioga. Quando retorna à Portugal foi nomeado Vedor d'el-rei, cargo responsável pela administração dos empreendimentos da Coroa. Após sua saída, entrou no cargo Duarte da Costa, que governou de 1553 a 1558.

Curiosidade

? Foi feito um monumento em homenagem ao fundador da cidade de Salvador, Tomé de Sousa, localizado na praça Tomé de Sousa, centro histórico da capital baiana. Nessa mesma praça encontra-se o Palácio Tomé de Sousa, sede da prefeitura.


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