Rio Negrinho Extinto

Vamos saber um pouco mais sobre a História da Máquina de escrever que marcou um período importante na história da tecnologia

Celso Carvalho

Considerações iniciais.

História da máquina de escrever. Vamos saber um pouco mais sobre a História da Máquina de escrever que marcou um período importante na história da tecnologia e a sua evolução foi uma constante dos tempos. Da coleção de máquinas de escrever, constam máquinas mecânicas, eletromecânicas e elétricas. A máquina de escrever era utilizada antigamente pelas secretárias e diversos profissionais para redigir diversos documentos nas empresas. No Educandário Santa Teresinha (atual Colégio São José), as freiras ofereciam um curso de datilografia - escrevia-se dactilografia - a professora era a freirinha mais idosa e ela tinha uma paciência de fazer inveja, mas era rigorosa na cobrança da evolução das habilidades dos alunos datilógrafos. No fim do século XX tornou-se rara a utilização de máquinas de escrever na generalidade das empresas e na utilização doméstica, sendo substituídas pelo computador que, com processadores de texto, possibilitam efetuar o mesmo trabalho de modo mais eficiente e rápido. 

Máquina datilográfica antiga.

A história da máquina de escrever apresenta várias fases distintas. Inventadas e desenvolvidas na segunda metade do século XIX, contribuíram decisivamente para um grande impulso nas comunicações da época e, também, para a entrada da mulher no mundo dos negócios. Na primeira metade do século XX, com a introdução das máquinas de escrever portáteis e das elétricas, a máquina de escrever já mais desenvolvida e sofisticada, tornou-se mais rápida, silenciosa, prática e ao alcance de todos. Tornou-se indispensável no mundo dos negócios e surgiu como um instrumento das novas oportunidades de emprego, sobretudo da emancipação da mulher no mercado de trabalho. Com um maior acesso à escolaridade, assistiu-se à criação de profissões femininas socialmente consideradas, em que o curso de datilografia - palavra de origem grega "dactilo" = dedo e "grafia" =escrita, isto é, a ciência e arte de digitar textos com os dedos através de um teclado, era ministrado para o uso das máquinas de escrever. A máquina de escrever difundiu-se largamente com a expansão do setor comercial e serviços, nas repartições públicas, nos bancos e nos escritórios, pela necessidade de uma maior rapidez e uniformidade da escrita contribuindo para o desenvolvimento econômico e social. A ideia de escrever através de um meio mecânico começou antes mesmo da era da máquina e se focava em duas ações: a de imprimir tipos padrões de letras, herdado da impressão de Gunteberg. Dessa forma o texto se mostrava uniforme e mais rápido do escrever do que com uma pena ou caneta. Essa historia fabulosa só terminou há poucos anos atrás pelo uso geral do computador, que incluía o ato de escrever por meio de programas específicos e de imprimir através de um equipamento separado. No entanto os teclados modernos dos computadores de hoje preservam ainda o mesmo formato QWERTY das antigas máquinas de escrever. E hoje, na era dos computadores portáteis, um laptop conceitual foi criado para manter viva a lembrança do fantástico Design DAE uma obsoleta maquina de escrever, a saudosa Valentin.

Calculadora dos velhos tempos sem carenagem.

Intencionalmente, foi retirada a "capa" desta calculadora para mostrar a complexidade desta máquina. E olha que ela não fazia muita coisa além de calcular. Mas que o mecanismo é incrivelmente fabuloso, há, isso é! Nos anos 60, todas as calculadoras dos escritórios da Móveis Cimo eram parecidas com esta. Naqueles tempos ninguém sonhava que alguns anos depois viriam poderosos computadores que executariam milhares de tarefas com rapidez fantástica.

Registro de posse de bicicleta. Pois bem, você já ouviu falar de alguém que tenha sido atropelado por uma bicicleta pedir a placa às testemunhas? Hoje isso soa como absurdo, porém, houve época que bicicletas e proprietários eram devidamente identificados. Inclusive, em nosso ATUAL Código de Trânsito há regras de condução para ciclistas, contudo, na prática não sem tem como cobrar essas regras devido à falta de identificação desses veículos e de seus condutores. Vejamos o Documento:

Certificado de Propriedade de Bicicleta

Bicicleta emplacada.

Em Rio Negrinho, até o final da década de 50 e início da década de 60, a lei valeu para todos os ciclistas. Há casos interessantes para ser contados sobre o emplacamento de bicicletas. Quando um policial encontrava uma bicicleta sem placa, e caso o dono não estivesse por perto, o próprio policial montava na bicicleta e a levava para a delegacia. Depois o dono da magrela deveria ir até a delegacia, regularizar os documentos, providenciar a placa, e quando tudo estivesse pronto, aí sim, poderia levar o veículo para casa. Havia em Rio Negrinho um jovem que sempre estava arquitetando planos para sacanear alguém. Quanto ao fato de os policiais levarem as bicicletas sem placas para a delegacia, ele, o sacana, "bolou" um plano: deixaria uma bicicleta velha lá no morro, próximo à Escola Marta Tavares, mas retiraria os freios dela. Quando o policial a encontrasse, embarcaria e pedalando a conduziria morro abaixo até a delegacia. Imagine a bicicleta em alta velocidade, descambando e sem freios carregando um agente da lei desesperado! Provavelmente não conseguiria fazer a primeira curva e se estatelaria contra uma cerca ou um muro e a bicicleta tomaria formas de um 8. Por sorte o tão maléfico plano não aconteceu! Temos muitas histórias hilariantes com bicicletas em nossa cidade, talvez até façamos uma edição especial para contá-las, e são todas casos verídicos.

Lampião à querosene.

Alguém aí lembra dele? Em tempos muitos antigos, logo depois de os europeus se estabelecerem no planalto Norte Catarinense, não havia eletricidade. As casas eram iluminadas por lampiões, geralmente munidos de querosene, que embebia um pavio que depois de aceso consumia lentamente a querosene, iluminando, por uma noite inteira, um recinto. De lampiões também temos muitas histórias. Certo dia, já na boca da noite, uma família de Rio Negrinho recebeu visita de outra família. Como estava anoitecendo apressou-se em acender o lampião da sala mas...cadê a querosene. O chefe da casa incumbiu um dos familiares a buscar o líquido na venda logo ali perto. Uma das filhas pegou um garrafão e foi. O balconista, desatencioso, conversando com todo mundo, enganou-se e encheu o garrafão de cachaça, e da boa! Ao chegar em casa constatou-se o engano. Mas antes que alguém voltasse à bodega para destrocar o produto, as visitas sugeriram que se deixasse a cachaça ali mesmo para molhar a goela e para comemorar o encontro familiar. A mocinha voltou à venda, comprou querosene e iluminaram a casa enquanto a "marvada" descia redondinha goela abaixo. Contam que, depois de algumas horas estava todo mundo cantando em alemão, mas miavam mais que cantavam. Cada um amanheceu num canto, debruçado sobre a mesa, deitado pelo chão, num ronco profundo. É! Cachaça faz coisas!

Trabalho em família.

Olhe bem esta foto! Assim era. Todos trabalhavam à medida das suas habilidades, forças e possibilidades. Todos se ajudavam e tudo funcionava muito bem. Nenhuma criança ficou estressada, doente ou aleijada por causa do trabalho que, às vezes, era duro, mas necessário. Esta família de imigrantes está serrando a madeira para transformá-la em tábuas para construir sua casa. Imagine o esforço de todos para que seu intento fosse levado à efeito. Uma a uma as tábuas eram serradas, sob tremendo esforço e suor, mas a recompensa de uma nova morada valia a pena, e ninguém reclamava. Provavelmente, aos bem pequeninos era dada a função de varrer a serragem, alcançar alguma ferramenta, buscar água ou ajuntar gravetos para fazer fogo. E hoje? Deus me livre!...Direitos humanos, Conselho Tutelar, denúncias de terceiros, a Lei, preservação dos direitos da infância...Deus nos acuda!

Apreciações finais.

Muita coisa faz pensar. Aqueles pequenos trabalhadores junto aos pais, erigindo sua própria casa da qual muito se orgulharam, tornaram-se grandes homens de fibra e foram os que enfrentaram as maiores dificuldades para construir o mundo no qual hoje pisamos. Devemos a eles a gratidão imensurável por não terem parado diante de qualquer obstáculo e nos proporcionado o conforto do qual fazemos usos e frutos. Por hoje é só! Obrigado! Um grande abraço de Celso e outro de Mariana! Fique com Mamãe e Papai do Céu!



selo 15 anos.jpg


Edição Impressa



anuncie_aqui.jpg

TM JORNALISMO LTDA. | (47) 3644-9395

Rua Otto Dettmer, 40, Bela Vista, Cep 89295-000, Rio Negrinho/SC

Copyright © 2011. Todos os direitos reservados | Jornal do Povo